TOLERÂNCIA E INTOLERÂNCIA
Inicio esta minha reflexão utilizando-me de um questionamento que foi citado no texto-base do Curso Educação para a Diversidade e Cidadania o qual é destinado especialmente aos educadores: ”Devem ser respeitados todos os valores de todas as culturas, todas as posições políticas, todas as situações sociais? A tolerância não tem limites?”
Este questionamento levou-me a uma profunda reflexão acerca dos conceitos tolerância e intolerância, uma vez que jamais havia pensado na possibilidade da relatividade destes termos, pois sempre pensei a tolerância como a capacidade de suportar um peso ou algo que não se pode mudar. Entretanto ao refletir sobre o conteúdo apresentado, percebi que a tolerância e a intolerância podem ser boas ou ruins.
A tolerância boa é a atitude de quem sabe defender a liberdade, respeitando as diferenças e convivendo com a diversidade. Já a intolerância boa é atitude de quem sabe se indignar, rejeitar e combater a opressão e as desigualdades.
Percebi que estes dois conceitos revelam uma atitude positiva de quem está comprometido com a construção de uma nova sociedade que mesmo sendo plural pode-se conviver de forma harmoniosa, pois os homens e mulheres independentemente de etnia, condição social, faixa etária ou opção sexual podem até ser diferentes, mas são iguais como seres humanos e, portanto, devem ser respeitados.
Sabemos que as formas de intolerância existentes nos vários lugares do mundo têm raízes históricas profundas que são por vezes difíceis de serem extirpadas, no entanto, nunca será tarde para se começar um trabalho de conscientização em todos os setores da sociedade, especialmente nas escolas que podem ser transformadas em um espaço de convivência das diferenças culturais e sociais e não apenas um lugar onde de vez em quando se apresentam caricaturas de culturas diferentes como se fossem algo exótico e bonito de se ver, mas que não se pode usar nem se aproximar.
Diante do acima exposto, posso afirmar sem sombra de dúvidas que ser tolerante não é ser conivente com a opressão e a desigualdade é antes de mais nada posicionar-se no combate a elas sejam quaisquer as formas que se apresentem, seja individual ou socialmente, são males que precisam ser enfrentados e combatidos por todos aqueles que desejam um mundo igual para todos. Um mundo onde o diferente é visto como algo positivo e mais uma forma de aprendizado e interação e não como um obstáculo ao sucesso de alguns poucos que se consideram ou que se colocaram como superiores e se assim acreditam, assim agirão para manterem seus privilégios.
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